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Cabo Verde é um país pequeno – cuja capital é a Cidade da Praia na ilha de Santiago – que se tornou independente do colonialismo português no ano de 1975, mas que ainda conserva a sua herança. Como muitos países que foram colónia de países europeus, possui essa mistura rara da África das suas raízes e da Europa dos seus governantes, que se manifesta na sua cultura, nas suas tradições, na sua língua, na sua mestiçagem racial…

Este arquipélago que se encontra em frente da costa do Senegal no Oceano Atlântico, é formado por numerosas ilhas: Santiago e São Vicente são as mais importantes, as outras são Santo António, Boavista, Fogo, São Nicolau, Maio, Sal, Brava e Santa Luzia que não é habitada. Foi durante os séculos XVIII e XIX o maior centro de comércio de escravos de Portugal e era um grande abrigo para todas as naus antes da travessia do Oceano Atlântico para as colónias do Novo Mundo.

Cada ilha é uma viagem em si mesma pela diversidade de paisagens naturais ou urbanas e é um destino para todos, porque é possível “não fazer nada” ou fazer “tudo” nestas cativantes ilhas.

Existem lugares onde já desembarcaram as grandes empresas de turismo programado, mas também ainda subsistem locais virgens onde é possível fazer e descobrir o nosso modo de sentir as férias: caminhadas, turismo de aventura, ecoturismo, contacto com os habitantes…

Mujer de cabo verde

A bonomia dos cabo-verdianos e o seu especial sentido do tempo também nos incita a viver ao seu ritmo e encararmos com calma os transtornos dos transportes que existem no arquipélago. Não será nada anormais apanhar um barco para uma outra ilha que pensamos que partirá a uma determinada hora e essa partida ocorra… em qualquer outra altura. A mesma “falta de pontualidade” acontece com os voos… e muitos lugares nem mesmo oferecem um serviço de transporte público.

Chega-se a Cabo Verde de avião a partir de inúmeras cidades do mundo; todas as ilhas têm aeroporto, mas os internacionais mais importantes são o de Sal (Aeroporto Internacional Amílcar Cabral), localizado a 2 km., 5 minutos da cidade de Espargos e 20 minutos da cidade de Santa Maria, na ilha do Sal; o da Praia na ilha de Santiago e o do Mindelo na ilha de São Vicente.

Todas as ilhas possuem aeroporto (exceto a ilha de Santo António à qual só se tem acesso de barco a partir da ilha de São Vicente – 1 hora de ferry – e a ilha Brava, onde se chega por barco a partir da ilha do Fogo) e os voos domésticos são realizados pela linha estatal (TACV), que durante a época alta ou em tempos de festivais ou eventos sofre com problemas de sobrelotação.

Muitos voos chegam de Dakar, capital do Senegal e há voos económicos principalmente a partir de várias cidades da Alemanha. O transporte dos aeroportos para o hotel é feito por táxi e são bastante caros.

O serviço de transporte em cada ilha é um tanto caótico, mas, afinal de contas…. estamos de férias! O mais conveniente é alugar o serviço de um particular que nos leve segundo a nossa vontade e não depender dos serviços tradicionais. O aluguer de pickups de tração às quatro rodas ou de automóveis está a começar a desenvolver-se nas ilhas do Sal, São Vicente, Santiago e Fogo, mas é possível encontrar sempre um veículo disponível.

Cabo Verde oferece todas as possibilidades de alojamento de acordo com o nosso orçamento e o nosso estilo de vida ou de como queremos passar as nossas férias, embora varie de uns lugares para os outros. Em alguns lugares encontraremos hotéis importantes e a possibilidade de arrendar casas ou apartamentos, mas noutros só encontraremos pensões modestas, por isso veremos o tipo de alojamento oferecidos pelos centros de interesse de maneira particular.

Lembramos também que, pela sua latitude, Cabo Verde possui um clima tropical, com calor constante e duas estações diferenciadas pelas chuvas: “estação seca” entre novembro e julho e “estação chuvosa” entre agosto e outubro, nas terras altas do interior faz mais frio durante a noite.

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